Thursday, June 12, 2008

Pinacoteca - Quadros Roubados

















Obras roubadas da Pinacoteca do Estado de São Paulo: o óleo sobre cartão de Di Cavalcanti, “Mulheres na janela” (1926); duas gravuras do pintor espanhol Pablo Picasso, “O pintor e seu modelo” (1963) e “Minotauro, bebedor e mulheres” (1933); e um guache sobre cartão do pintor naturalizado brasileiro Lasar Segall, “Casal” (1919).

Monday, June 09, 2008

Varig
















A Estrela brasileira no céu azul alaranjou nas mãos da Gol. Visual remodelado e celeuma no ar. O imbróglio interminável agora é pontuado por suspeitas e acusações que envolvem da ex-diretora da Anac à ministra-chefe da casa civil. Discute-se o acessório, politiza-se a análise e mantém-se a bruma que envolve os bastidores onde jaz bem guardada a fórmula que ensina como ficar devendo 10 bilhões de reais, não pagar e se dar bem.

A imprensa assume o tom denuncista, pede a cabeça do compadre do planalto, acusado de receber 5 milhões de reais e de ser capaz de fazer chover. Enquanto não houver lei que criminalize o choro, bebês e advogados continuarão a marchar ao ritmo de "mamãe, eu quero". É da natureza, é de ofício e não é ilegal.

Decisões administrativas equivocadas são de responsabilidade de quem as toma, desde que seja essa sua atribuição. Pretender transferir o ônus da decisão para este ou aquele pressionador, que por sua vez é ágil em negar a pressão, é uma tática antiga que permitem que todos façam e ninguém responda. Cabia à Anac autorizar a compra da VarigLog? A decisão não era, até onde sabemos, exclusiva da diretora Denise, que hoje se apresenta como voto vencido nas ações da agência. Trata-se de um debate tardio, com viés político, que serve quando muito para demonstrar a falta de jogo de cintura da preferida pelo Planalto para a sucessão presidencial.

Mas tudo isso é uma discussão menor. Os salários dos funcionários da VarigLog não estão atrasados porque o controlador estrangeiro tem mais de 20% da empresa ou porque a Varig foi cindida em duas e seu adquirente não assumiu seu estratosférico passivo, condição estranhada por muitos, mas que, em caso diverso, lançaria a negociação ao plano do impossível.

O que fica difícil de entender são os valores e, principalmente, a sequencia das transações. Primeiro a VarigLog compra a Varig por 24 milhões de dólares, repassando-a para a Gol por 320 milhões de dólares. Se a Gol tinha interesse, porque não compareceu ao leilão no qual a VarigLog arrematou a Varig?

O valor pago na segunda troca de mãos é muito superior aos 24 milhões ofertados no leilão. Fica difícil não ver os credores da empresa sendo tungados na transação. E o que dizem seus prepostos? Até agora não ouvi nada.

Friday, May 30, 2008

Indiana Jones IV
















Se você tem mais de 12 anos provavelmente vai achar meio cansativa esta tentativa de ressuscitar o herói que já tinha feito sua última cruzada. Harrison Ford até que cumpre a parte que lhe cabe, mas as mãos de Lucas/Spielberg mostram o sinais do tempo e do enfado. Exageros à parte, pode-se dizer que Indiana 1 era um filme inspirado. O dois ainda mantinha o ritmo e o enfoque dos seriados da década de 30. O terceiro, e por muitos anos o último, já mostrava o esgotamento da fórmula e vacinava os fãs contra a eventual saudade que o personagem poderia deixar.

Dispensável essa versão 4, que só vale a pena pela vilã Cate Blanchett. O filme encadeia uma série de perseguições, que a partir de um certo ponto tornam-se tediosas. Piadinhas, esperadas e dispensáveis, pontuam o roteiro. Uma sucessão de eventos implausíveis leva ao extremo a disposição de fazer concessões ao absurdo. O filme deixa clara a intenção de obter os derradeiros trocados com uma fórmula que ainda poderia ser bem usada se existisse um roteiro mais elaborado ao qual ela fosse aplicada.
Um produto para consumo, descartável como o saco de pipocas.

Friday, May 23, 2008

A Democracia Americana

Jefferson Péres

Como toda grande potência – no caso, superpotência – os Estados Unidos provocam, em todo o mundo, sentimentos díspares, antagônicos, às vezes misturados, de inveja, ódio, medo e admiração.

De minha parte, sinto um misto de inveja e admiração sobretudo por um aspecto particular da sociedade americana: a solidez e funcionalidade das suas principais instituições.

A começar pela mais importante, a Constituição Federal, com mais de duzentos anos e basicamente a mesma desde a sua promulgação. Pode ser chamada realmente, sem retórica, de Carta Magna.

Não menos respeitável o seu Poder Judiciário, que, de modo geral, salvo exceções, funciona com independência e rigor. Especialmente na esfera penal, que não respeita fortuna, status nem fama. Criminosos de qualquer nível social, sejam milionários ou celebridades, vão a julgamento e, condenados, vão para a cadeia. Ah, que inveja!

Da mesma forma, o sistema político-partidário impressiona pela sua durabilidade, equilíbrio e representatividade. Com dois partidos principais, centenários, dotados de identidade própria e ambos com forte apoio social, escapam do perigo das ditaduras de cúpula e do esclerosamento, graças ao saudável mecanismo das eleições primárias.

Isto se percebe na disputa deste ano, particularmente no Partido Democrata, com a ascensão de Barack Obama, a colocar em cheque a escolha de Hillary Clinton, preferida da direção do partido. Seu desempenho nas primárias destrói a crença de que a conquista da Presidência da República estaria reservada aos membros da elite branca e endinheirada.

Vitoriosa ou não, a candidatura de Obama terá prestado um grande serviço ao seu país, interna e externamente, ao derrubar as barreiras de raça e de classe, demonstrando o vigor da democracia americana.

Barack Obama está inaugurando a Era pós-Bush. Ótimo, para os Estados Unidos e para o mundo.



Tuesday, May 20, 2008

Saturday, May 03, 2008