Sunday, August 20, 2006

Música Brasileira - em 78 RPM



Clique no selo acima para acessar o site do Instituto Moreira Salles, lá você tem à disposição milhares de músicas brasileiras tiradas de antigos 78 rpm, com chiado e tudo! É uma amostra interessante da discografia nacional, desde gravações feitas para a Casa Edson - Rio de Janeiro, na segunda metade da década de 1910, até gravações do início dos anos 60, quando o LP passou a dominar o mercado.

Friday, August 18, 2006

Columbo

Produzida para a TV nos anos 70, a série policial Columbo trazia Peter Falk no papel título; um tenente do Departamento de Homicídios da polícia de Los Angeles capaz de capturar criminosos por mais astutos e ardilosos que fossem. Ao contrário das tramas de Agatha Christie, elaboradas para só revelar o assassino no final da história, os filmes do Ten.Columbo apresentam logo no início tanto o criminoso como um assassinato sendo cometido de forma altamente calculada, dando-nos a impressão de havermos testemunhado um crime "perfeito". O enredo, de qualidade rara em produções para televisão, mostra a investigação passo a passo e, finalmente, a captura dos mais espertos bandidos já apresentados para consumo na tela da TV. Assista e veja se você consegue escapar antes do final.

Tuesday, August 01, 2006

Sunday, July 30, 2006

Thursday, July 20, 2006

Tuesday, June 06, 2006

V.A.R.I.G. Auf Wiedersehen

Uma vez um alemão me disse que VARIG significava Vários Alemães Reunidos Iludindo Gaúchos. Ilusões à parte, o prometido e procrastinado leilão da aérea em nada fica a dever a um espetáculo de David Copperfield, ilusionista capaz de dar um sumiço na Estátua da Liberdade.

O leilão agora programado oferece, pelo lance mínimo de US$860 milhões, a Varig Operações, abrangendo a totalidade das linhas da empresa, nacionais e internacionais, ou numa proposta alternativa, a Varig Regional, pelo lance inicial de US$700 milhões.

Alegando a necessidade de atrair investidores, as instâncias judiciais encarregadas do processo que avalia a insolvência da empresa declararam que o arrematador não levaria no embrulho as dívidas da aérea, hoje algo por volta de 8 bilhões de reais. Realmente, não há necessidade de mestres do óbvio para nos dizer que ninguém pagaria coisa alguma para ficar, no final, devendo o triplo do que pagou. Mas começam a surgir perguntas: para onde vão os 8 bilhões? Para um limbo contábil, para liquidação sine die? Eu realmente não gostaria de ser credor da VARIG. Se hoje a empresa não consegue liquidar seus compromissos, como será quando já não possuir estrutura operacional? E os créditos da companhia? Os 4 bilhões em haver do governo federal, referentes a perdas por congelamento de tarifas durante planos econômicos. E o 1,3 bilhão a receber dos estados por cobrança indevida de ICMS? Se não estão no pacote a ser arrematado no leilão, é claro que passam a integrar o balaio contábil onde ficarão os presdigitados 8 bilhões de reais. É bom lembrar que boa parte desse passivo é formada por débitos trabalhistas, que motivaram a liquidação extrajudicial do fundo de pensão dos funcionários da VARIG - o Aerus - parece que se aposta que para manter o emprego de parte do quadro funcional, os funcionários estariam dispostos a fazer de conta que seu fundo de pensão não virou fumaça.
E os 800 milhões de dólares a serem arrecadados no leilão serão direcionados a quem? À Fundação Ruben Berta, que detinha o controle da empresa? Acreditamos que não, afinal foi o estilo gerencial da fundação que levou a empresa ao hangar em que se encontra. Então para quem? Não sabemos, não se comenta, parece não ser relevante. Será feito o balanceamento dos créditos com os débitos pelos governos? Em caso positivo, não seria uma forma de burlar a preferência na liquidação de dívidas numa evitada falência? São muitas perguntas e até agora apenas uma certeza: os grandes perdedores são os funcionários da Varig. Embora a continuidade da empresa signifique a manutenção de parte dos postos de trabalho - sempre fala-se numa parte -os funcionários perderam a gestão da companhia (que era exercida através da Fundação Ruben Berta) e a sua previdência complementar.
O governo passa a ter uma maior tranquilidade na amortização de suas dívidas para com a empresa (afinal desaparece a pressão social para o acerto de contas). Numa manobra para mágico nenhum botar defeito, somem os responsáveis, aqueles que tomaram e os que cederam os créditos que hoje perfazem os tais 8 bilhões de reais. Magnífico espetáculo para um palco. Após cair o pano, com certeza, constituirá jurisprudencia aplicável a casos semelhantes, de empresas que consigam ficar devendo várias vezes o seu valor. Vamos leiloá-las todas!