
Inaugurado em janeiro de 1957, o Planetário de São Paulo foi durante anos um passeio obrigatório e diferente. Clique aqui para ler uma descrição de como eram as sessões.




Produzida pela Desilu Studios, de Desi Arnaz e Lucille Ball, a escassez de recursos financeiros era compensada pela criatividade no roteiro e pela abordagem contextual inovadora para a época, como a existência de uma oficial negra, a Ten. Uhura, fato insólito numa América recém saída de uma ostensiva segregação racial. Também é notável, em uma década em que os Estados Unidos estavam dominados por uma exacerbada cultura anti-comunista, encontrarmos na ponte de comando, ao lado do piloto japonês Ten. Sulu, um russo: Pavel Chekov.
Os filmes começavam sempre com o registro no diário de bordo do capitão, com a citação da data-estelar, sistema de contagem de tempo em dias julianos (um único número positivo indica uma data, considerando-se os dias e a fração de dia decorridos partir de um referencial), sendo impossível datar o período em que a estória transcorria, podendo, conforme certa vez disse Gene Roddenberry, criador da série, ser entre o século 21 e 31. Só mais tarde, no final da década de 80, quando foi criada a série – Star Trek The Next Generation – é que se definiu o final do século 23 como a época em que se passam as aventuras da série clássica de Jornada nas Estrelas. Entre as dezenas de séries produzidas para TV nos anos 60, superando todas as expectativas da época, Jornada nas Estrelas tornou-se Cult, inspirando seqüências situadas antes e depois do período retratado na série original.
A força dos motores a dilítio, sob os cuidados do Engenheiro Chefe Scott, mostrou-se ainda suficiente para vários filmes destinados ao cinema e para a reedição em DVD.
Com fãs espalhados por todo o mundo, a série demonstra como uma boa idéia, bem trabalhada, pode ter vida longa e próspera.